As portas do sucesso têm chave

Nesta semana Campo Grande recebe a palestra “Empreendedorismo inteligente: a chave para o seu sucesso”, com Eduardo Machado.

Eduardo vem compartilhar conhecimento e esclarecer dúvidas sobre empreendedorismo, e o Papo de Job antecipa um pouco sobre a linha de pensamento do palestrante em uma entrevista que vale a pena acompanhar.

Papo: Ser empreendedor é algo que já nasce com a pessoa ou é uma característica que pode ser desenvolvida?
Eduardo: As duas coisas, mas normalmente é desenvolvida desde o nascimento com os primeiros estímulos dados pelos pais e quem mais cerca a criança, depois na formação acadêmica e de vida também. Mas reconheço que há pessoas que possuem um “tino” empreendedor, algo que está no seu DNA. Isso não quer dizer que terá mais ou menos sucesso em sua trajetória. O ideal é que o empreendedorismo seja o elo de ligação de uma sociedade, ou seja, termos empresários-empreendedores, políticos-empreendedores, servidores públicos-empreendedores, militares-empreendedores, e por aí vai…..

Papo: Como distinguir um empreendedor de um profissional de alto risco?
Eduardo: O risco estará sempre atrelado à atividade empreendedora. Sua intensidade é que poderá ser maior ou menor dependendo do caso, sendo relativa também. Alto risco para você pode ser médio risco para mim. Em minha opinião, mais importante que distinguir uma pessoa avessa ou não ao alto risco é fundamental que se mergulhe nos fundamentos utilizadas pelo mesmo para assumir esses riscos ou não.

Eduardo Machado

Eduardo Machado

Papo: Empreender é apenas ter menos medo e gostar de desafios?
Eduardo: Não penso assim. O medo é algo que precisa ter suas causas conhecidas, apuradas e combatidas. E no caso do empreendedor ele faz isso planejando, implantando e executando com maestria. Quanto aos desafios aí cada um tem uma intensidade. Tem empreendedores que são mais conservadores, ou moderados e outros agressivos.

Papo: Eike Batista foi durante muito tempo considerando o maior empreendedor brasileiro. Os negócios tiveram um desfecho trágico, isso tem a ver com gestão ou desqualifica ele como empreendedor?
Eduardo: Para as pessoas desinformadas sim, para mim por exemplo o trio Jorge Paulo Lehman / Beto Sicupira / Marcel Telles são os maiores empreendedores brasileiros há mais de uma década, em termos de tamanho e volume de negócios. Conheço mais de uma dezena de empresários de pequeno porte que tem habilidades de primeiríssima linha, fazendo-os “grandes empresários”. Tem inúmeros exemplos grandiosos em nosso cotidiano, basta prestarmos atenção e não embarcarmos em modismos. Talvez o Eike se recupere, eu torço para isso inclusive.

Papo: Qual o valor do erro para o empreendedor?
Eduardo: Eu acho o erro sempre ruim, ainda que momentaneamente. No meu primeiro livro “O PONTO DA VITÓRIA!” eu inclusive defendo a importância de termos uma cultura voltada para o acerto. Claro que entendo que o erro faz parte e no mínimo deve aprender-se com o mesmo. Mas você tem que se preparar, se planejar para implantar e executar de maneira correta. Aprender no acerto é muito melhor que aprender no erro. As pessoas querem que você pense diferente disso. Em minha opinião, melhor para quem acerta mais!!!!

Papo: Quais os principais pontos que identificam uma empresa com tendência para o sucesso?
Eduardo: São incontáveis e depende do estágio da empresa, como por exemplo o cuidado com as finanças, condução irretocável com os talentos humanos, transparência na comunicação com todos os grupos de interesse, boa escolha de clientes, fornecedores e parceiros/aliados estratégicos, respeito e seriedade.

Papo: O cenário atual é de crise econômica, insegurança emocional ou um momento de reinvenção dos modelos de gestão?
Eduardo: O momento atual é de crise sem dúvida, que traz uma maior insegurança e que nos leva a repensarmos o modelo de gestão sim. Ou seja, são coisas interligadas em minha opinião. Numa crise você tem que cortar ao máximo seus custos sem deixar de realizar investimentos estratégicos. Quem resolver essa difícil equação com mais sucesso, terá um futuro melhor.

Papo: De que forma palestras como a sua podem colaborar efetivamente com empresas?
Eduardo: Procuro convidar a audiência para refletir a partir de tudo que apresento, fazendo com que o ele enxergue na prática, em seu respectivo ambiente de negócios. mas o que eu mais gosto mesmo é a parte que dedico às perguntas e respostas, que acaba virando um debate final.

Papo: Qual o maior pecado que um empresário pode cometer?
Eduardo: São dois, não se preparar e executar com desleixo.

O que o público pode esperar desse encontro com você?
Eduardo: Uma palestra e um debate pós-palestra que traga o público para uma reflexão individual extremamente baseada na realidade que ele vive. Sem megalomanias. Falei de empreender individualmente e empresarialmente. Podem esperar honestidade, transparência e objetividade para que cada um possa aprimorar suas respectivas trajetórias!!!!

 

A palestra acontece na quarta-feira, dia 8 de abril, às 19h, e o ingresso é 2kg de alimento não-perecível. Para todos os detalhes, clique aqui.

 

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