Calote do cliente: do anúncio ao pedido de falência

Propaganda é negócio

E quando o anunciante não paga? Foi só anunciar que queria fazer uma série sobre este tema que minha caixa de e-mails começou encher… no começo timidamente, agora já tenho algumas boas histórias pra contar por aqui, na verdade, nem tão boas… o Papo começa hoje uma série de contos que nenhuma fada gostaria de ouvir, sobre anunciantes vilões e agências indefesas.

Talvez o tema nem mereça brincadeiras. Estamos aqui para mostrar que nós não trabalhamos por amor a arte, Propaganda é Negócio, e se você tem uma dessas histórias, compartilha com a gente, não precisa identificar nem a agência, nem o anunciante, queremos apenas alertar os profissionais e colaborar com um mercado mais equilibrado.


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Calote do cliente: do anúncio ao pedido de falência

“Obrigado ao Papo de Job por abrir espaço para compartilharmos experiências desastrosas com anunciantes.
Acredito que isso se torne um aprendizado e um alerta aos demais colegas, e que assim a gente possa entender que uma das formas de melhorar nosso mercado é justamente protegendo ele.
Bom, vamos ao caso.
Preservei, como orientado, o nome da agência e do cliente, pois relevante mesmo é o caso, certo?!

Isso já tem uns dez anos.
Atendíamos um cliente que era representante de TV por assinatura e também de telefonia móvel.
A pose dele era de um empresário ousado e bem sucedido, ostentando dentre outras coisas seu carro alemão, que era para os concorrentes o sinônimo de sucesso dele.

Ele resolveu dar um passo maior e mudou a “bandeira” da operadora de telefonia móvel, e a nova operadora iria dar um bom dinheiro a ele por isso, inclusive bancar suas novas fachadas e campanha anunciando a nova marca que ele representaria.
Propaganda é Negócio! Calote
Uma das coisas que fizemos foi publicar anúncios no maior jornal da capital, que gerou um investimento em torno de 9 mil reais. Imaginem o quanto isso seria hoje, 10 anos depois.
A campanha teve um resultado absurdo e o cliente feliz, porém do lado de cá ficou a conta.
O cliente não pagou e o veículo faturou contra a agência, pois isso ameaçaria o crédito para veicular outros anunciantes.
Resultado: a agência pagou sem ter recebido.

E o cliente nunca pagou mesmo.
E seguiu-se o velho roteiro:
Primeiro enrolava, adiando o pagamento.
Depois o contato vai ficando mais difícil.
Depois não se consegue mais falar mesmo.
A agência entrou na justiça e correu-se os trâmites.
Ele fugiu o que pode, até que pedimos a falência da empresa.
Aí, na frente do juiz, ele aceitou fazer acordo, para interromper a falência, e pagou a primeira das parcelas negociadas em juízo.
Mas como o bom caloteiro não nega nunca seu talento, as demais parcelas nunca foram pagas.
Buscou-se então bem para serem penhorados, mas tudo que ele tinha já estava “blindado”, transferido para o filho.
Hoje a justiça continua atrás de algo a ser recebido.
O calote continua, mas assunto não morreu.
Nem ele, que continua a vender suas antenas de TV por assinatura.
E certamente buscando uma outra agência para ‘atendê-lo melhor’.

É sempre bom ficar alerta.
E vida longa aos bons e sérios anunciantes.

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