Chama que acende o coração!

Tocha Olímpica - Marcelo Varela

A passagem da Tocha Olímpica por Campo Grande trouxe emoção e orgulho para cada um daqueles que fez parte da história, conduzindo-a pelas ruas da cidade.
Pessoas de diferentes ramos de atividade tiveram a honra de participar do evento, e um dos representantes da Comunicação foi o querido Jornalista Marcelo Varela. Varela disse por diversas vezes que foi uma das maiores emoções que já sentiu na vida e dividiu seu sentimento com a gente neste texto que conta como foi o dia em que ele ajudou a escrever um pedacinho da história.


Mas antes, que tal curtir as redes sociais do Papo?! Estou te esperando cheia de novidades no Facebook Instagram. Aproveita e faça sua inscrição no Canal do Papo no Youtube para conhecer todos os convidados do Papo de Job na TV.


Por Marcelo Varela

O dia amanheceu diferente. Um sol que nasceu aos poucos e esquentou a manhã, com um vento bem fresco. Ao acordar, respirei fundo e disse a mim mesmo: “Hoje é um grande dia”. Com muita alegria, comecei a separar as minhas coisas, minha roupa, o celular carregado para registrar fotos do momento do revezamento da Tocha Olímpica, o qual fui escolhido. A ansiedade e a felicidade tomaram conta do meu coração, logo após ver o noticiário e ver as informações sobre a vinda da Tocha Olímpica de Bonito até Campo Grande.

Tocha Olímpica - Marcelo Varela

Marcelo Varela

O ponto de encontro do meu revezamento foi na Base Aérea, onde tudo estava muito bem organizado. Próximo à sala de autoridades fomos recebidos pela equipe do Comitê Olímpico e que muito animada nos passou um briefing de como seria a condução. Nesta altura, todos estavam com sorrisos e se conhecendo. Pessoas de Campo Grande e de outros Estados como o caso do professor Murilo, que veio representando a Escola Estadual Paraiense de São Sebastião do Paraíso (MG), de tão longe, mas que escolheu Campo Grande para participar do revezamento da Tocha Olímpica. Para ele, o significado era pessoal e também para homenagear seus alunos que disputam um torneio para ter uma réplica na escola.

Ao fim das instruções, nossa “turma” que foi a primeira a receber o fogo olímpico está muito animada deixa a Base Aérea, cada um com sua Tocha Olímpica. A emoção toma conta do coração e de todo o corpo. O comboio me posicionou na avenida Duque de Caxias e sou recepcionado com uma festa, pelos meus familiares, amigos e pessoas que sequer conheço, mas que estampam alegria só de estar ali comigo. Admito: fiquei sem ação.

É chegada a hora. A chama chega com o comboio e recebo o fogo olímpico. Aqueles instantes parecem passar em câmera lenta. Minha tocha é acesa. A chama me hipnotiza. Neste momento um guardião diz: “Marcelo, pode começar o seu trajeto”. São 200 metros que não há palavras para descrever. Só consigo agradecer a Deus pelo momento. Grito de alegria o nome da nossa cidade e muitos aplaudem! O coração pulsa e alegria contagia a todos. Sinto o calor da chama próximo a mim, é algo surreal. Os 200 metros se tornam um quilômetro e muitas pessoas correm comigo. Quase não acredito!

Meu trajeto vai se aproximando do fim, com meu peito cheio de alegria e sensações positivas. E para quem entrego o fogo olímpico? Para o professor Murilo. Fazemos uma pose imitando o atleta Usain Bolt, rimos muito e o trajeto segue. Após terminar, só me vem a cabeça a imagem do fogo. Da chama olímpica. Da chama que aqueceu meu coração. Com certeza, um dos momentos inesquecíveis da minha vida, que irei um dia contar para meus futuros filhos.

 

 

Você pode gostar...