Ele faz Rádio como quem brinca. Brincadeira de gente grande.

Rezende Jr.
Rezende Jr.

Rezende Jr., atualmente “Rezende Meu Rei”, um exemplo de profissional multimídia: jornalista, humorista, produtor de áudio e vídeo, apresentador, diretor artístico, fã nº 1 da banda Asa de Águia e de mergulho. Sim, ele leva a brincadeira a sério. Mergulho RezendeEle já mergulhou 56 vezes em Fernando de Noronha e é quase um nativo da ilha.
Quem olha nem imagina que por trás desse profissional, das grandes pegadinhas, imitações e trotes tem um respeitável, tímido e careta pai de família.

Esse currículo, que na verdade é apenas uma parte, garantiria um blog inteiro de assunto, mas a gente promete que o assunto hoje é Rádio e vamos tentar não ir muito além disso.
Prometemos nem falar do passado punk do Rezende em SP e de sua briga, de porrada, com o famoso João Gordo, por exemplo.

Papo: Rezende, quando começou a sua paixão por Rádio?
Rezende: Começou na minha infância, ainda em Campinas-SP. Eu gostava muito de ficar ouvindo o Zé Bétio e logo comecei a criar uns programinhas divertidos para mostrar aos amigos. Eu usava uma vitrolinha e um gravador. Era a maior bagunça. Depois de gravar eu juntava família e amigos pra ouvir na fita cassete.

Papo: Dos projetos de rádio que você já encabeçou, quais te deram mais alegria? 
Rezende: Com certeza a modificação da Rádio Ativa nos anos 90. A emissora só tocava rock e em 93 tive a oportunidade de transformá-la em emissora comercial. Foi um sucesso absoluto nos anos 90. Conseguimos inovar o rádio na FM.

Papo: Qual o maior desafio de fazer rádio em MS?
Rezende: Acredito que seja a baixa remuneração. Cada dia que passa o rádio perde anunciantes para outros veículos e isso impede bons salários. De 15 anos pra cá o rádio tem disputado anunciantes a unha. Com a mídia visual e de internet em alta, muitas vezes o rádio fica com a menor parte do bolo.

Papo: Você produz, através da Home Mix, comerciais pro Brasil inteiro, agora diga sinceramente, os publicitários de MS sabem escrever comerciais para o rádio usando o real potencial do meio?
Rezende: Poucos conseguem. Uma minoria mesmo. Isso é reflexo da atenção que a TV e outras mídias visuais ocupam na mídia. Uma pessoa que lê pouco, provavelmente terá um vocabulário limitado. Na mídia não é diferente. Se você não ouvir bastante rádio, não conseguirá vislumbrar o potencial do mesmo. O rádio trabalha com o lúdico, mas o que assistimos hoje, são textos adaptados da linguagem dos VTs, ou seja… na maioria das vezes… textos apenas informativos com uma trilha de fundo. Tudo igual.

Papo: As empresas terem suas rádios internas (que você também produz) é uma boa estratégia? O que isso ajuda as empresas?
Rezende: Sim. Tenho uma tese de que quanto mais a banda larga avançar em termos de velocidade e baixo custo, mais as pessoas vão procurar seus segmentos na rede. Olha só… uma rádio interna reduz os ruídos do ambiente, motiva os funcionários com músicas e mensagens positivas e ainda anuncia promoções a clientes. O custo é baixo e ela ainda pode ser usada junto a fornecedores e parceiros para obter vantagens comerciais. Já as rádios on-line são o futuro. Por que eu vou ouvir uma emissora que só toca comerciais e músicas duvidosas se posso ir direto ao ponto e ouvir o que realmente gosto e conversar com anunciantes que combinam com o meu perfil ? O tempo do tiro de canhão já foi. Antes as empresas procuravam as emissoras abertas para atingir seu público. Hoje, o tiro certo é aquele que tem precisão. Eu invisto menos, acerto o alvo e ainda fidelizo.

Papo: No Rádio, quem são suas grandes referências, seus inspiradores?
Rezende: De fora vou citar o Zé Bétio, o Gil Gomes, o Emílio Surita com o Tutinha nos tempos do Djalma Jorge Show, o Pardini e o Ciro Jatene, ou seja, a maior parte, humoristas de primeira, que acompanho desde o início. Aqui em Campo Grande, o Robson Ramos é o cara. Considero ele um dos melhores do Brasil.

Papo: Você tem uma grande história nos bastidores do rádio, que porém nem todos conhecem. Qual você considera ser o seu legado para nosso mercado?

Lembranças Radio Ativa - Rádio

Lembranças da turma da Rádio Ativa

Rezende: Sim. Eu e o Rubinho fomos os responsáveis pela compra da Rádio Ativa nos anos 90. A emissora pertencia a um grupo e por insistência minha e do Rubinho, o saudoso Leonildo Bachega acabou comprando a rádio e apostando em nós a sua transformação. Deu super certo. A Rádio Ativa liderou a audiência por anos, fez história ao inovar a FM com programas de humor, promoções inusitadas e um trabalho de marca incrível. Hoje a Ativa é a Blink 102. Me orgulho de ser o avô da cria, mas não faço mais parte do time que mudou muito. O meu legado está na ousadia de inventar e colocar no ar programas e pessoas. Os trotes que eu fazia correram o país e o humor que pude implantar aqui no MS ainda hoje inspira os mais novos.

Papo: E por fim, por que “Rezende meu Rei”?

Durval, do Asa, e Rezende - Rádio

Durval, do Asa, e Rezende Meu Rei

Rezende: Boa pergunta mocinha. Quando implantamos a Blink em 2011, inventaram de me colocar no ar de novo e como eu me tornei um micareteiro de primeira, logo me apelidaram de Meu Rei. O Durval Lelys do Asa de Águia me chamava de “Meu Rei” nas gravações e daí já viu né… Fã do Asa… piolho de micaretas… axé na veia…. plantaram o nome e acabou ficando. Eu gosto : )

Pra entender…

Rezende meu Rei - Rádio

Entendeu porquê é Rezende Meu Rei?

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