A brincadeira levada a sério virou sucesso nacional e ganhou o mundo

Museu do Videogame - Papo de Job

O Museu do Videogame Itinerante saiu de Campo Grande para ganhar o Brasil e o mundo, levando diversão, tecnologia e nostalgia para quem gosta e até para quem não gosta de game.
Muita gente que mora em Campo Grande já está torcendo para que o Museu volte a passar por aqui. O evento é sempre um sucesso! No Museu do Videogame você pode reviver os tempos em que jogava River Raid, Enduro, Pac-Man, Super Mario Bros, The Legend of Zelda, Donkey Kong, Sonic, Alex Kid, Top Gear, Street Fighter, Mortal Kombat, Final Fantasy, Castlevania. Pode levar o seu filho para conhecer os jogos que faziam a sua cabeça na infância.
Uma experiência incrível!

O Museu do Videogame é hoje o museu com maior número de visitas do país, segundo o Ibram.
O que muita gente não sabe é que a história que deu origem ao Museu envolve um sonho, umas doses de frustração, ousadia e uma pitada de sorte.
Vem conhecer Cleidson Lima, o homem que apostou no seu sonho e topou arriscar, fazendo do seu hobby, um trabalho. E o melhor, multiplicando a alegria dos seus jogos com pessoas de muitos lugares do Brasil.

E eu, como adoro trazer histórias de sucesso pra vocês, fui bater um Papo com com Cleidson Lima, olha só:

Museu do Videogame - Publicidade MS

Cleidson Lima – Curador do Museu do Videogam

Papo: Vamos começar contando a história do Museu do Videogame Itinerante.
Cleidson: Em 2004 eu comecei a colecionar videogames. Eu sempre gostei muito de jogos, então eu resolvi me tornar um pesquisador, um especialista, pra escrever um livro chamado “Almanaque do Videogame – O Guia do Colecionador”.
Eu tinha um problema com a internet, que tem muita informação errada e pra solucionar as informações erradas, eu comprava o console. Em 2011, num dia de faxina, minha esposa colocou ordem na casa, eu já tinha uns 80 videogames e ela disse: “ou você transforma isso num museu, pra tirar de casa, ou você e eles vão embora”, (risos). E então fizemos a primeira exposição num shopping de Campo Grande. Eu tinha só 80 videogames e nós tivemos 70 mil visitantes. Depois fizemos a exposição nos outros shoppings também.

Papo: E o sucesso começou assim? Fácil?
Cleidson: Não, no começo foi difícil. Em 2013, eu já tinha todos os patrocinadores fechados para um evento que ia acontecer em 2014. Mas faltando um mês pro evento acontecer, os patrocinadores mudaram os planos e cancelaram o patrocínio. Três ao mesmo tempo. Então precisaríamos cancelar o evento. Nesse mesmo período, eu fiz uma viagem de trabalho e este foi o primeiro passo para a mudança acontecer… eu sentei ao lado de um gringo, numa van cheia de jornalistas e mostrei a ele as fotos dos eventos. Ele perguntou por que não tinha computador no evento e eu disse que não tinha parceiros. E então veio a pergunta: “Você aceitaria a Intel como patrocinadora? Eu sou o Presidente da Intel América Latina”.

Papo: Uau!
Cleidson: E tem mais, a assessoria de imprensa da Intel era a mesma da PlayStation, quando eles receberam o nosso material, entraram em contato com a PlayStation que também quis ser patrocinadora. Depois vieram muitas outras marcas.
O evento em Campo Grande foi um sucesso, ganhando muito espaço na mídia, nas melhores revistas, programas de TV. O Museu ganhou força nacional. No dia que a gente apareceu no “Encontro”, da Fátima Bernardes, 54 Shoppings do Brasil me ligaram, então eu comecei a me preparar pra ganhar o Brasil.

Museu do VideogamePapo: Como está o Museu do Videogame hoje?
Cleidson: Agora eu faço um evento por mês, às vezes dois. Para o ano que vem, praticamente não temos mais vagas. Temos uma fila de espera de 65 shoppings. São 252 videogames, tem desde o primeiro do mundo até os atuais. Tem videogame que custa 20 mil reais.
Uma curiosidade é que os elementos antigos fazem mais sucesso que os atuais. O Museu é um evento para a família, o pai se emociona quando joga Atari com o filho. Tira um pouco o preconceito em relação ao videogame. O videogame nasceu pra unir as pessoas, pra jogarem juntos.

Papo: Quantos dias de evento em cada cidade?
Cleidson: Depende do tamanho da cidade. Se for uma cidade média, até 800 mil habitantes, são 9 dias de evento. Quando é uma cidade maior, a gente sugere 16 dias. O Museu do Videogame é muito impactante, são de 50 a 60 mil visitas por dia.

Papo: O Museu do Videogame Itinerante mudou sua vida. O que você fazia antes?
Cleidson: Sou jornalista, escrevo sobre tecnologia há muitos anos e trabalhava, junto com minha esposa, com assessoria de imprensa. Hoje encerramos a empresa de assessoria pra nos dedicarmos somente ao projeto do Museu o Videogame.

Papo: Pra encerrar, a que você atribui o sucesso do Museu do Videogame?
Cleidson: Eu tive sorte no início. O boom veio quando a gente achou que tinha desistido, foi sorte, eu estava no lugar certo, na hora certa, com o cara certo.
Porém, depois veio a dedicação, eu sou jornalista, não entendia nada de logística, de evento, eu tive que aprender fazendo, nos primeiros eventos a gente tinha prejuízo, porque não sabia fazer. Eu precisei me cercar de pessoas que sabiam, a cada dia a gente vai melhorando processos. Ainda temos muito pra crescer e estamos nos organizando pra isso.

Papo com Cleidson Lima - Museu do Videogame

Papo com Cleidson Lima, do Museu do Videogame

 

O Museu do Videogame Itinerante foi um dos dez museus do país selecionados para participar do Museum Connections 2016, em Paris. Será a 21ª edição da Feira, que ocorre anualmente e reúne profissionais de diversas áreas ligadas à museologia, gestão de museus, sustentabilidade e empreendedorismo ligados à cadeia produtiva de museus.

 

 

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