Live Marketing – Um Papo que pode mudar suas estratégias

Tony Coelho Live Marketing

Cada vez mais inserido nas estratégias de Marketing, o Live Marketing, vem ganhando mercado e é um dos destaques da Comunicação em 2015. Tony Coelho, um dos grandes nomes do Live Marketing do Brasil, explica no Papo os motivo do sucesso.

Tony Coelho é Diretor da Ampro Sudeste, Titular do Espaço Promocitários, do Promoview, Diretor de Criação e fundador da Conceito Live Marketing, Presidente do GEA – Grupo de Estudos Acadêmicos da Ampro, e Curador do Anuário Brasileiro de Marketing Promocional. É gente, o currículo extenso e muitos prêmios marcam sua carreira. O Papo com Tony vai abrir os olhos dos publicitários e anunciantes para um modelo de Comunicação que não é novo, mas que sempre inova. Quem sabe não é isso que o seu cliente está buscando… Vem ver.

Papo: O que é Live Marketing?
Tony: Sob o ponto de vista acadêmico e de mercado, é o Marketing Vivo, estratégico, da relação de uma marca produto ou serviço com o consumidor ou shopper, onde os sentidos são aguçados e os valores de marca se tornam tangíveis, objetivando venda e visando transformar o consumidor em fã. Sob o ponto de vista do mundo, é a evolução natural da Comunicação, buscando a verdade das marcas na relação com as pessoas. Com mais de 40 ferramentas disponíveis, oferece a clientes opções de custo e solução diferenciados.

Tony Coelho - Live MarktingPapo: Por que é importante incluirmos o Live Marketing nas estratégias de comunicação?
Tony: Num momento em que quem decide se vai comprar, o que vai comprar, como vai comprar é o consumidor, estratégias de convencimento que usam metáforas não convencem. As mídias tradicionais se tornaram invasivas, repetidas, conhecidas e esperadas e o consumidor foge delas, pela indiferença, certeza do que verá, para o digital ou pelo efeito controle remoto. Então, a melhor estratégia é estar com o consumidor onde ele está, de maneira criativa, inovadora e acima de tudo, verdadeira, dando a ele a condição de escolha pela proximidade e identidade, ou seja, mostrando-se vivo e na vida dele. Quem faz isso? O Live Marketing. O que o cliente quer hoje é vender. É isso o que fazemos. Tem melhor estratégia?

Papo: Live Marketing está em alta em 2015. Como o segmento conseguiu crescer em um ano em que todos estão com medo da crise?
Tony: Somos o Marketing que vende, que está no PDV, na rua, no entretenimento, na casa, nos pequenos e grandes eventos, no flashmob, na promoção, onde está o público, onde está quem compra. A crise está na distância, na repetição de fórmulas e na falta de venda. Não adianta, em tempo de crise, vender para o cliente papos marqueteiros do tipo “vamos fazer as pessoas te conhecerem”, “vamos melhorar o seu share”, “vamos diferenciar sua marca massivamente”. Não rola. Vender é o foco do cliente. Simples assim. Aí, temos modalidades como o Incentivo, a Promoção e o Merchandising e, nelas, mais de 40 ferramentas para escolher a que melhor se enquadra nos objetivos e budget do cliente. Não é uma questão de preço, mas de valor, cujo retorno é vender marca, produto ou serviço. O que essas ferramentas fazem? Vendem. Taí a resposta.

Tony Coelho - Live MarketingPapo: Você está entre os 30 nomes mais influentes do Live Marketing no Brasil. A que atribui esse sucesso?
Tony: Falando a verdade não sei. Existem muitas pessoas importantes, trabalhando pelo Live Marketing, em todo o Brasil, que certamente deveriam estar entre esses 30 nomes. Talvez o fato de estar envolvido no Live desde sua criação, de ter criado e lançado muita coisa inovadora como a Conceito, o Produtores Promoview, dar nome a quem trabalha na nossa atividade, os Promocitários e ter escrito o primeiro livro sobre o Live Marketing e escrever no Promoview tenha me dado visibilidade maior que outros. Acho que é isso.

Papo: Você é um colecionador de prêmios. O que os muitos prêmios trazem para a sua carreira?
Tony: Reconhecimento do mercado. O cliente valoriza o prêmio, mas não nos paga mais por conta disso. Nem contrata uma Agência porque o criativo é premiado, mas nos procura individualmente. O criativo Live é diferente do criativo que as Universidades formam. Não somos redatores, somos planners criativos, não somos diretores de arte, mas designers de arte, e mais, não podemos ser indiferentes à produtividade de nossas agências, precisamos pensar formas de rentabilizar. É isso que ensino aos criativos formados no nosso Curso. Há vários há prêmios importantes, mas costumo dizer que o criativo do Live não tem uma atividade solitária, mas sim solidária, por isso, prêmio bom é o ganho em grupo. Esses, em grupo, garantem espaço profissional e dinheiro.

Papo: Podemos dizer que a Ampro veio para profissionalizar o trabalho de Live Marketing? Como é o seu trabalho na Ampro?
Tony: Com certeza. Mas, também veio para organizar nosso mercado e torná-lo sustentável e forte. E isso está sendo conseguido. Hoje, temos inúmeras Agências no nosso quadro que eram conhecidas como de Publicidade. Na verdade, no Rio, por exemplo, as Agências de Comunicação significativas estão associadas ou se associando.
Faço parte do GEA – Grupo de Estudos Acadêmicos, que tem incentivado e criado inúmeras iniciativas de qualificação. O meu Curso, por exemplo, é baseado nos preceitos da AMPRO, diferente de tantos outros por aí. Na AMPRO, cuido do mercado carioca, representando as agências do Rio na relação com os outros atores do mercado. Também me envolvo na relação acadêmica, pelo GEA, levando o Live às Universidades para torná-lo disciplina dos Cursos de Marketing e Comunicação, num trabalho que envolve muita gente.

Papo: Como você concilia o trabalho na Conceito Live Marketing, a Diretoria da Ampro, a coluna semanal no Promoview, o trabalho no Curso de Formação de Profissionais em Live Marketing e ainda consegue escrever livros?
Tony: Não sei mesmo. Trabalho muito. Acordo cedo, por volta das 6h30, e durmo tarde, pela 2 da manhã. O tempo todo escrevendo, trabalhando em projetos, respondendo e-mails, desenvolvendo Projetos e consultorias. Tenho uma agenda complicada, por isso preciso de ajuda para controlar, porque além do que você colocou, presto consultoria a Agências, dou Palestras e Cursos pelo Brasil, minhas principais atividades hoje, e, uma vez por semana, cuido do meu lado espiritual, há mais de 28 anos. Acho que é isso. Equilibro o meu lado físico com o mental e o espiritual. No fim, dá tudo certo. Mas a partir desse ano vou focar na Consultoria, nas Palestras e Cursos, na AMPRO e no trabalho no Promoview, que é onde acho que posso colaborar mais com o mercado. Ah, ainda caminho, namoro, vou a festas e me divirto, como todo mundo, claro.

Livro Do Marketing Promocional ao Live MarketingPapo: Sobre o livro, o que os leitores podem esperar do “Do Marketing Promocional ao Live Marketing. Below é a PQP…”? Onde ele pode ser encontrado?
Tony: Um livro leve, divertido, informativo e com um tom acadêmico, pois foi escrito com quatro objetivos: contar um pouco da minha história na Comunicação; falar sobre a origem do Live Marketing e o que ele é; mostrar textos do Promoview que contam como nosso mercado funciona e servir de base para acadêmicos em TCCs e estudos. Quem leu tem dado retorno bem legal.
A primeira edição eu banquei e praticamente acabou, está sendo vendida no site do curso, www.cursolivemarketing.com.br, agora, a próxima virá pela Editora ABCcom, do Luciano Bonetti, aí será distribuído para grupos de livrarias em todo Brasil. Mas ainda se pode reservar pelo site e receber o livro em casa pelo correio.

Papo: Já que no livro você fala de futuro. Conta pra gente o que podemos esperar do Live Marketing para os próximos anos.
Tony: Aos poucos, o Live está se tornando a melhor opção de investimento profissional de Agências por conta de suas ferramentas, que consolidam o conceito da Comunicação Integrada. Vivemos uma fase de transição de mercado. Veja que não existem mais Agências de Publicidade e Propaganda. Hoje, as Agências se autodenominam, inteligentemente, de Comunicação, porque o cliente não precisa, nem nunca mais precisará, de quem faz isso ou aquilo, precisa de quem responda a seu problema de Comunicação com eficiência, criatividade e melhor custo com a ferramenta de Comunicação adequada a seu problema.
O formato atual fragiliza as Agências de respostas localizadas. O cliente sabe o que elas fazem e só querem ganhar dinheiro com elas. Eis nosso problema mais grave, viramos fonte de recurso e não de Marketing ou Comunicação do cliente. No futuro, teremos quatro tipos de Agências no mercado: as participantes de holdings, as multidisciplinares, as de insumo de inteligência (especializadas) e as executoras e elas serão profissionais e ganharão em função do nicho de escolha. Falo disso no livro e na consultoria que faço preparo Agências para se enquadrarem numa dessas opções. O futuro é ser profissional no que se faz e não oferecer o menor preço, mas sim a melhor solução de comunicação com custo justo.

Seria muito legal ter o Tony aqui em Campo Grande para dividir suas experiências, nos inspirar e tirar nossas dúvidas. Eu adoraria e você também, né?!

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  2. 23 de outubro de 2015

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