LivreRia: cidadania contando história no Pará

LivreRia

LivreRia: um projeto que há tempos me encanta, veio hoje colorir o nosso Papo!

A LivreRia vem direto Pará, mais precisamente da cidade de Marabá, para nos mostrar como é fácil disseminar o prazer da leitura.
LivreRia é um projeto que surgiu com um objetivo muito simples, fomentar a leitura, compartilhar histórias, contribuir para os livros se libertarem das estantes e circularem nas mãos do máximo de leitores possíveis. Você pode escolher um livro e levar pra casa, ler de graça, sem se quer ter a obrigação de devolver. E o melhor, você pode compartilhar aquele seu livro incrível e fazer com que outras pessoas também se apaixonem pelos seus personagens favoritos. Uma ideia tão legal só podia ser assinada por uma agência de publicidade: a Planet Comunicação, comandada pelos meus amigos Ana Lacerda, Walmor Costa e Claudia Correa.
Neste Papo a Ana, nos conta como surgiu, como é mantida e o processo de aprendizado que a Planet vive há três anos com a LivreRia.

LivreRia - Ana Lacerda

Ana Lacerda – Aqui em bate-papo com Carlos Drummond de Andrade

Papo: Como nasceu a ideia do projeto?
Ana: Cultivar a leitura é uma tradição em minha família. Cresci entre romances, enciclopédias, dicionários e biografias. Aprendi o nome dos animais olhando fotos na Enciclopédia Barsa, no colo dos meus pais. Sempre gostei de ler, de chorar e sorrir com as histórias que lia, de aprender e viajar com a leitura. No meu trabalho percebi que muitos também gostavam de ler e que acabávamos fazendo empréstimos pessoais. Ao longo do tempo e com a chegada das novas tecnologias conclui que estava lendo muitos ebooks e que não precisava mais manter tantos livros na minha casa, peguei vários e levei para minha agência para compartilhar com quem quisesse. Depois, percebi que podíamos criar um espaço, dar um nome e fomentar a leitura.
Assim, nasceu a LivreRia da Planet.
Chamamos de LivreRia para ser uma Livraria Livre.

Papo: Há quanto tempo a LivreRia existe?
Ana: Criamos o projeto há três anos com as primeiras doações feitas a partir da minha biblioteca pessoal. Conforme fomos divulgando, ganhamos outros colaboradores que são doadores assíduos, como meu pai José Lacerda, as amigas empresárias Isabella Reis e Telma Christiane, além dos integrantes da equipe Planet que deram uma revirada no baú doméstico para descobrir títulos que pudessem integrar nosso acervo.

Papo: Como é a mecânica?
Ana: Não temos a pretensão e nem o desejo de controle, não vamos catalogar, nem controlar as doações e empréstimos. Os exemplares que nos são doados, são dispostos na nossa estante e ficam acessíveis a todos que passam pelo local. Quem se interessar escolhe um livro e leva, sem a obrigação de devolver. Como os livros estão dentro do prédio da agência, ficam disponíveis para os nossos funcionários, para os fornecedores, clientes e visitantes que passam em nossa casa.

Etiqueta LivreRiaMarcador de livros LivreRia


E para deixar a LivreRia mais fofa, os livros ganham etiquetas e marcadores. Tudo criação da Planet, claro!

 

Papo: Que sentimento você tem ao incentivar e possibilitar a leitura? 
Ana: É sempre um prazer ler e dividir histórias. Acho uma delícia quando leio um livro e indico para outra pessoa e depois o tema do livro se torna um assunto para conversarmos. Minha amiga e sócia Cláudia Correa é uma dessas pessoas. Uma lê e indica para outra. Ela me manda mensagem a noite dizendo assim: Estou com “Lisbeth”. Arrasada porque o livro está terminando. Desesperada para começar o próximo. Lisbeth é a personagem do livro que estávamos lendo… A risada que dou ao ler esse tipo de mensagem dela me proporciona uma alegria que não tem preço.

Papo: Compartilhe uma história marcante da LivreRia com os Leitores do Papo.
Ana: Não tenho exatamente histórias marcantes, mas reflexões importantes obtidas a partir do Projeto como: conseguir que meu pai, aos 89 anos, um leitor que “coleciona” livros em sua estante, conseguisse se separar de alguns para nos doar. O que aprendi? Aprendi que as pessoas podem se separar do que amam. Estou brincando, a LivreRia me mostrou que alguns gostam de ler e ter os livros, outros gostam de ler e não se prendem a possuir o exemplar em casa. Entendemos com a LivreRia e seus colaboradores a respeitar as individualidades. Uma história que me lembro agora é de um cliente espanhol. Durante sua visita à agência, o Sérgio Fernandez, executivo da Siderúrgica Ibérica, ao ser apresentado ao Projeto, brilhou os olhos, escolheu um livro em português e, imediatamente, tirou um que havia concluído a leitura naquele dia e nos doou. Já que ia levar um livro para Espanha, queria deixar um no lugar. Sua atitude nos encheu de motivação para manter nosso espaço.

Que essa iniciativa da Planet seja uma inspiração pros leitores do Papo de Job! Ah, a Ana me garantiu que não vai cobrar direitos autorais da ideia.

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1 Resultado

  1. 29 de abril de 2015

    […] estão mudando mesmo! Outro dia, conversei com o pai de uma amiga (já contei a história dela aqui no Papo), um senhor que já passou da casa dos 90 anos. E ele me contou que deixou os livros de […]